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Sistema tintométrico: como garantir a mesma cor em todas as peças do projeto

7 de agosto de 2026 | 6 min de leitura | Equipe Lack Cores

Diferença de tom entre portas do mesmo armário é o defeito que mais gera refação em laqueação. O sistema tintométrico existe para eliminar essa variação, e ele também resolve a reposição de peça anos depois.

Quem já montou um armário e viu duas portas com tons levemente diferentes sob a luz da tarde sabe o tamanho do problema. A peça está bem lixada, bem aplicada, sem defeito nenhum de execução, e ainda assim o conjunto parece errado. A causa quase nunca é a aplicação: é a cor ter sido preparada mais de uma vez, no olho, sem fórmula.

O que é o sistema tintométrico

Tintômetro é o conjunto de dosadora, base e corantes que permite produzir uma cor a partir de uma fórmula com pesagem controlada. Em vez de misturar pigmento por aproximação, o sistema segue uma receita: tantos gramas de cada corante para cada quilo de base. O resultado é repetível.

Três consequências práticas:

  • Uniformidade dentro do projeto: todas as peças saem do mesmo padrão, mesmo que sejam pintadas em dias diferentes.
  • Reposição confiável: a fórmula fica registrada, então uma porta danificada daqui a dois anos volta na cor certa.
  • Cor personalizada de verdade: dá para partir de uma referência do cliente, de um leque comercial ou de uma amostra física.

Como a cor é definida na prática

O caminho que evita surpresa é sempre o mesmo:

  1. Referência de partida: código de leque, amostra física ou peça do próprio cliente.
  2. Leitura e ajuste: a fórmula é calculada e ajustada até bater com a referência.
  3. Amostra de aprovação: a cor é aplicada no mesmo substrato e no mesmo brilho do projeto.
  4. Aprovação sob a luz certa: a amostra precisa ser vista no ambiente real, ou pelo menos em luz natural e artificial.
  5. Registro: a fórmula aprovada fica guardada com o nome do projeto.

Por que a mesma cor parece diferente

Nem toda variação percebida é erro de fórmula. Vale explicar isso ao cliente antes, não depois:

  • Metamerismo: duas superfícies podem bater sob luz natural e divergir sob LED frio. É por isso que aprovar amostra no depósito não vale.
  • Substrato: a mesma cor sobre MDF, sobre metal e sobre vidro reflete de formas diferentes.
  • Nível de brilho: o acetinado parece mais claro que o fosco na mesma fórmula.
  • Ângulo e orientação: uma porta vertical e um tampo horizontal recebem luz diferente e sempre vão parecer levemente distintos.
Aprovar cor por foto de celular é a origem de boa parte das refações. A tela ajusta o branco, o olho não.

O que pedir para não ter dor de cabeça

  • Amostra física no substrato e no brilho reais do projeto, não em papel.
  • Registro da fórmula com identificação do projeto, para reposição futura.
  • Um único lote sempre que possível, e aviso claro quando não for possível.
  • Aprovação por escrito da amostra, com a cor vista sob a iluminação do ambiente final.

Cor certa é economia, não capricho

Refazer um lote significa material, transporte, prazo e, muitas vezes, uma obra parada. O sistema tintométrico não é luxo de fornecedor: é o que faz o orçamento fechar do jeito que foi aprovado.

Na Lack Cores, toda cor de projeto nasce no sistema tintométrico, com amostra para aprovação e fórmula registrada em nome do cliente. Traga a referência que você tem, mesmo que seja um pedaço de peça antiga, e o time devolve a amostra para aprovação antes de qualquer peça entrar na cabine.

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Atendemos marcenarias, arquitetos e indústrias em São Paulo e Grande ABC, com cor registrada por projeto e inspeção peça a peça.

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